Vasos sanitários quebrados são a salvação das Ostras em Nova York: entenda o caso

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Pesquisadores usam ostras para rastrear poluição no mar
Foto: (reprodução/internet)

O porto de Nova York não tem exatamente a reputação de ser o corpo de água mais limpo do mundo. Faz fronteira com a superpovoada e enfumaçada Big Apple e, durante décadas, foi assediada por poluentes e gerenciamento deficiente de esgoto.

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Você não encontraria muitos peixes lá hoje, mas mesmo se encontrasse … você definitivamente não iria querer comê-lo. Mas isso é apenas um desenvolvimento relativamente recente.

Décadas atrás, o porto de Nova York já foi o ponto de origem do que eram consideradas as melhores ostras do mundo – e havia muitas delas também.

No início do século XX, metade das ostras do mundo foram pescadas nas águas do porto de Nova York e servidas em restaurantes finos e casas de ostras nos Estados Unidos e na Europa.

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Restaurantes "do Victor" preparam seis receitas de ostras com preço promocional a partir de R$ 23 - MinhaGula.com.br
Foto: (reprodução/internet)

Toda a poluição, tanto da cidade quanto do tráfego de navios, sem falar da colheita excessiva, acabou tornando o porto de Nova York uma causa perdida quando se tratava de ostras.

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Mas a vida pode encontrar um caminho – ela só precisa de ajuda de vez em quando. O Projeto Billion Oyster pretende ser essa fonte de assistência. Eles estão trabalhando para devolver ostras ao porto de Nova York, jogando mais coisas na água – especificamente, cacos de vasos sanitários quebrados.

Nos últimos anos, o Projeto Billion Oyster tem trabalhado em pequenos projetos em águas ao redor de Manhattan para ver se ostras poderiam sobreviver nas águas de hoje, com as ferramentas certas.

Billion Oyster Project
Foto: (reprodução/internet)

Acontece que eles podem, então o projeto está se movendo para o porto. Junto com o Departamento de Proteção Ambiental do estado de Nova York, eles estão criando alguns dos maiores criadouros artificiais de ostras já criados. Sim, com vasos sanitários!

As ostras jovens são exigentes quanto ao local onde se instalam e crescem, geralmente optando por se agarrar apenas a conchas de ostra estacionárias que já se desenvolveram. Mas onde essas brigas começam se não há conchas de ostra por aí? Com algo que imita a forma e a dureza de uma concha de ostra.

Mais de 5.000 vasos sanitários antigos foram removidos das escolas públicas de Nova York. Em vez de jogá-los em um aterro sanitário para apodrecer, o Projeto Billion Oyster os quebra em pedaços, os joga na água, e lá eles se transformam em conchas hospedeiras para as ostras jovens.

Até agora, o projeto depositou 36.000 ostras jovens em 85 gaiolas acima do “recife” feito de pedaços de banheiro. Esses vasos sanitários não apenas ajudam o desenvolvimento das ostras, mas também despoluem o porto, porque os leitos de ostras atuam como filtros naturais da água e também protegem da erosão.

Traduzido e adaptado por Agora Sabe

Fonte: Portable Press

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