Como você come pode ser a chave para lutar contra o ganho de peso, entenda

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Pessoas que comem muito rápido têm maior probabilidade de se tornarem obesas e desenvolverem a síndrome metabólica, uma das principais causas de doenças cardiovasculares.

Por que comer muito rápido faz mal para a saúde - 19/11/2017 - UOL Notícias
Foto: (reprodução/internet)

Isso foi revelado em uma pesquisa preliminar apresentada nas Sessões Científicas da American Heart Association 2017, realizada em Anaheim, CA.

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O estudo descobriu que as pessoas que devoram seus alimentos rapidamente têm uma chance maior de desenvolver a síndrome metabólica em comparação com aqueles que comem devagar.

A síndrome metabólica é uma doença?

A síndrome metabólica não é uma doença em si, mas ocorre quando alguém tem três dos cinco fatores de risco a seguir: obesidade abdominal, pressão alta, açúcar elevado no sangue, triglicerídeos altos e HDL baixo ou colesterol “bom”.

Embora tenha havido estudos feitos anteriormente sobre a ligação entre a velocidade de comer e a obesidade, os pesquisadores disseram que há informações limitadas disponíveis sobre a relação entre comer muito rápido e a síndrome metabólica.

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Uma equipe da Universidade de Hiroshima, no Japão, investigou mais de 1.000 homens e mulheres japoneses com idade média de mais de 50 anos que não tinham síndrome metabólica antes do estudo.

Após cinco anos, a equipe descobruiu que os que comem mais rapidamente (11,6%) eram mais suscetíveis a desenvolver a síndrome metabólica do que os que comem em velocidade considerada normal (6,5%) ou lenta (2,3%).

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Comer rápido causa maior flutuação da glicose

“Comer mais devagar pode ser uma mudança de estilo de vida crucial para ajudar a prevenir a síndrome metabólica”, disse Takayuki Yamaki, MD, autor do estudo e cardiologista da Universidade de Hiroshima no Japão em um comunicado.

“Quando as pessoas comem rápido, elas tendem a não se sentir saciadas e é mais provável que comam demais. Comer rápido causa maior flutuação da glicose, o que pode levar à resistência à insulina. Também acreditamos que nossa pesquisa se aplicaria a uma população dos Estados Unidos”.

Epidemia de obesidade nos EUA

As descobertas da pesquisa ocorrem em um momento em que os Estados Unidos estão lutando contra uma epidemia de obesidade.

De acordo com as estatísticas divulgadas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para 2011-2014, mais de um terço (36,5%) da população adulta dos EUA é obesa.

A prevalência de obesidade encontrada foi maior nas mulheres (38,3%) do que nos homens (34,3%).

E condições relacionadas à obesidade, como doenças cardíacas, derrame, diabetes tipo 2 e certos tipos de câncer, são algumas das principais causas de morte evitável.

Traduzido e adaptado por: Agora sabe

Fonte: Organic Facts

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