Entenda a relação entre o fenômeno de branqueamento de corais e o aumento do peso dos peixes

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Os recifes de coral são uma parte importante do ecossistema oceânico, e a morte rápida dos corais nos últimos anos está levando a mudanças significativas na maneira como as espécies vivem debaixo d’água.

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Austrália pode perder um milhão de turistas por branqueamento de corais -  22/06/2016 - UOL Notícias
Foto: (reprodução/internet)

Embora essa perda também possa afetar significativamente as vidas humanas, uma nova pesquisa descobriu que a perda de corais também pode levar a um aumento na biomassa de peixes.

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De acordo com uma história recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Grande Barreira de Corais em março de 2020 sofreu um evento de branqueamento em massa.

O terceiro branqueamento em massa desse tipo nos últimos cinco anos está sendo atribuído ao aumento da temperatura no mês anterior. Com os pesquisadores alertando para mais perdas desse tipo nos próximos anos, o novo estudo liderado por uma equipe da Universidade James Cook aponta as repercussões dessa perda.

Fenômeno de branqueamento de corais da Austrália foi o pior da história
Foto: (reprodução/internet)

Analisando dados de levantamentos de recifes de 2003-04 e 2018, a nova pesquisa descobriu que ecossistemas com uma severa perda de corais podem experimentar um aumento na biomassa de peixes, o que se traduz em mais peso de peixes no oceano.

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Este aumento na biomassa de peixes herbívoros refere-se a um aumento no peso dos peixes ao invés de um aumento na população de peixes. Isso é potencialmente o resultado de um aumento no material de algas sobre os corais mortos, permitindo que peixes herbívoros tenham acesso à comida.

No entanto, o jornal alerta que essa pode ser uma mudança de curto prazo. O renascimento dos corais ou a erosão de seus esqueletos pode levar a uma queda no crescimento da biomassa.

Renato Morais, principal autor do estudo, diz que “é como se a comunidade de peixes herbívoros tivesse aumentado, com peixes maiores crescendo e fornecendo mais alimento para os predadores quando morrem. Porém, isso não é sem custo”.

Ele procede: “Isso sugere que muitos desses peixes herbívoros de longa vida, como o peixe-cirurgião que pode viver até 40 anos, poderiam ter estado lá antes de os corais morrerem, só que crescendo. Eventualmente, esses peixes mais velhos morrerão e, se não forem substituídos por peixes jovens, a produtividade pode cair.”

Traduzido e adaptado por Agora Sabe

Fonte: Organic Facts

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