Retomada de testes da vacina de Oxford e estudo da vacina norte-americana é ampliado no Brasil

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Na sexta-feira (18), a Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) autorizou a ampliação de testagens da vacina contra a covid-19 no Brasil. Desta vez, assumirão os testes a candidata norte-americana BNT162.

A vacina contém RNA anti-viral e pertence a empresa Pfizer-Whyeth. A vacinação passou pelo crivo da Anvisa e terá o dobro de voluntários para os testes, contando com a participação de candidatos a partir de 16 anos. 

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Atualmente, a Bahia e São Paulo são os primeiros estados do Brasil que já iniciaram a testagem da vacina BNT162. Além disso, foi confirmado pela Anvisa a volta dos testes da vacina da Universidade de Oxford nos países participantes. 

Retomada de testes da vacina de Oxford e estudo da vacina norte-americana é ampliado no Brasil
Fonte: (Reprodução/Internet)

Retomada da vacina de Oxford 

No sábado (12), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou o retorno dos testes para a vacina de Oxford contra o Covid-19 no Brasil. Os testes foram obrigados a serem paralisados após uma candidata apresentar sintomas ‘sérios’ depois da aplicação. 

As etapas da vacinação estavam paralisadas desde terça-feira (08). A Universidade de Oxford já havia informado que os testes iriam ser retomados, mas não haviam feito nenhum comunicado aos países participantes. Desde então, a Anvisa estava esperando a Universidade se pronunciar para dar continuidade.

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Em nota, o laboratório AstraZeneca juntamente com a Universidade Oxford, afirmou que os benefícios e os riscos da vacina estão andando juntos. No entanto, segundo o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Unifesp, não foi relatado nenhum sintoma adverso nos voluntários brasileiros. 

Menores de idade poderão candidatar-se

Até agora, são mil voluntários para cada Estado na testagem da vacina BNT162. Até então, somente pessoas maiores de 18 anos poderiam realizar as testagens. No entanto, a solicitação de ampliação da faixa etária foi feita pelo laboratório Pfizer Wyeth, responsável pelo desenvolvimento da nova vacina. 

Além disso, o governo brasileiro também já está negociando com a Rússia a testagem da Sputnik-V, a primeira vacina contra o coronavírus registrada no mundo. O governador Rui Costa (PT) vai assinar esta semana o protocolo de cooperação com o Grupo Farmacêutico Nacional da China (Sinopharm). 

Com a assinatura com a Sinopharm, será iniciado a testagem de duas variações de uma vacina na Bahia e em outros Estados do Nordeste. Se o acordo for aprovado pela Anvisa e pela Comissão Nacional de Vigilância Sanitária (Conep), os testes já estão previstos para a primeira quinzena de setembro. 

Escassez da vacina é preocupante 

Segundo Fábio Vilas-Boas, secretário da Saúde da Bahia, existe certa preocupação entre as autoridades de saúde quanto à escassez de vacinas no Brasil, quando forem aprovadas. 

A nossa intenção foi fazer esse acordo (com a China) para ter acesso antecipado aos estudos do imunizante, participar do desenvolvimento e ter direito de aquisição no momento da distribuição. A ideia é se antecipar. Acreditamos que pode haver falta de vacina”, explica Fábio Vilas-Boas. 

De acordo com o secretário, os investimentos na compra das medicações ainda não foram decididas, pois dependem do andar das negociações. Mesmo que a aquisição seja de competência do governo federal, o ministro da saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que dará suporte a tratativas dos governos estaduais. 

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