Entenda quais os problemas de saúde enfrentados por astronautas no espaço

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Os astronautas precisam de diversas exigências para exercerem as suas profissões, tais como uma altura ideal, boa visão e boa forma. As viagens ao espaço geram aos profissionais problemas de saúde.

Sob acompanhamento de equipes médicas, os astronautas são monitorados antes, durante e depois de uma missão espacial. Espinhas, irritação nos olhos, aumento dos batimentos cardíacos e náuseas são alguns dos problemas mais recorrentes.

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Um levantamento da BBC Future, separou as diversas dificuldades que astronautas do programa Apollo, realizado entre 1961 a 1972, tiveram. 

Entenda quais os problemas de saúde enfrentados por astronautas no espaço
Fonte: (Reprodução/Internet)

Resfriado e mau humor

O primeiro caso curioso é de Wally Schirra. O astronauta que já participou das missões Gemini e Mercury, teve uma experiência ruim na missão Apollo 7, a primeira viagem tribulada a orbitar a Terra.

Acompanhado por Walt Cunningham e Don Eisele, Schirra pegou um resfriado durante a missão. Cunningham conta que Wally utilizou todo o lenço de papel da tripulação de tanto assoar o nariz.

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Ainda, a doença afetou o humor de Wally. Além de recusar instruções e questionar procedimentos, o astronauta chegou ao ponto de mandar o seu chefe, Deke Slayton, para o inferno.

Dor de barriga e gases

Na missão Apollo 15, três astronautas relataram a alta quantidade de gases. Os médicos diagnosticaram o problema de saúde como falta de potássio. Como aprendizado, na Apollo 16 foram enviadas diversas frutas cítricas.

O comandante da Apollo16, John Young, conversou com Charlie Duke, que reclamou do acúmulo de gases, e provou que as frutas cítricas foram ineficientes:

“Estou peidando de novo. Não sei o que diabos está me causando isso… acho que é acidez no estômago. Não como tanta fruta cítrica há 20 anos!”, disse Young à Duke.

Alta frequência cardíaca 

Armstrong, o comandante da Apollo 11, missão que o consagrou como o primeiro homem a pisar na Lua, tinha uma pressão cardíaca controlada. Armstrong tinha 71 batimentos por minuto. Quando o astronauta chegou à Lua, a frequência cardíaca do astronauta foi para 110 batimentos por minuto.

A 600m de distância da Lua, o coração de Armstrong atingiu 120 batimentos por minutos. A 300m, o número saltou para 150 batimentos por minuto. Dentre o susto comum das incertezas que passam por uma viagem espacial, a situação em que os astronautas tiveram a maior frequência cardíaca foi na missão Gemini 9.

Gene Cernan, fez uma caminhada fora da cápsula para colocar um dispositivo atrás da nave. Após ficar rapidamente exausto, o coração do astronauta chegou a 170 batimentos por minuto. O profissional superaqueceu até conseguir voltar para a espaçonave e fechar a escotilha.

Enjoo espacial

O comandante da Apollo 8, Frank Borman, ficou doente ao sair da órbita da Terra. A sua suspeita foi que teria sido contaminado pelos Cinturões de Van Allen, faixas de radiação descobertas pelo satélite americano Explorer.

Em seus vôos anteriores da missão Gemini 7, e da Apollo 7, Borman não tinha ficado doente, por isso o seu estranhamento. Atualmente, se sabe que o comandante teve enjoo espacial, por conta da ausência de gravidade. Afinal, o astronauta saiu pela primeira vez dos arredores gravitacionais do planeta Terra.

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