A cura para a diabetes pode estar onde menos esperamos, entenda

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A chave para o tratamento da doença metabólica que afeta mais de 370 milhões de pessoas no mundo pode estar dentro do estômago do ornitorrinco.

Já existem muitas peculiaridas sobre o Ornitorrinco, as criaturinhas peludas nativas da Austrália. Por exemplo, ele é semi-aquático, o que significa que passa parte do tempo na terra e parte na água.

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Polícia australiana procura "serial killer" que decapitou ornitorrincos - Revista Galileu | Sociedade
Foto: (reprodução/internet)

É também um dos dois únicos mamíferos do mundo que põe ovos. Eles também são equipados com uma defesa única contra predadores: esporas em seus calcanhares que emitem veneno quando o animal se sente ameaçado.

Homem conta como sobreviveu a picada de um ornitorrinco (10 fotos) - MDig
Foto: (reprodução/internet)

Adicione mais uma coisa à lista de peculiaridades do ornitorrinco: a abundância de um hormônio chamado Peptídeo semelhante ao glucagon 1 ou GLP-1. É um dos ingredientes daquele veneno que fica nos pés dele.

Este produto químico é encontrado em humanos, onde o corpo o distribui em doses rápidas durante o processo de digestão. Ajuda o hormônio da insulina a processar os carboidratos, regulando o açúcar no sangue. Os diabéticos não podem produzir insulina, mas ainda produzem GLP-1.

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Cientistas de duas instituições australianas, a University of Adelaide e a Flinders University, descobriram que o GLP-1 também está presente no intestino do ornitorrinco. A diferença é que existe de forma duradoura, em oposição à forma humana de ação curta.

Há décadas os cientistas sabem que o ornitorrinco deve ter algum tipo de mecanismo regulador do metabolismo, já que o animal não tem um estômago funcional.

Eles só agora estão descobrindo que o GLP-1 ajuda um ornitorrinco a digerir e processar alimentos, e que também o usam como uma forma de afastar os inimigos – ele reduz drasticamente o açúcar no sangue de seus predadores.

Além de tudo isso ser realmente estranho e interessante, essa descoberta do GLP-1 de ação prolongada no ornitorrinco pode levar a grandes mudanças na forma como o diabetes é tratado.

Se o GLP-1 puder ser extraído de um ornitorrinco e não perder sua eficácia, os diabéticos podem ter uma nova ferramenta à sua disposição em sua guerra contra a regulação do açúcar no sangue – e uma maneira de evitar complicações resultantes de açúcar no sangue consistentemente alto, como cegueira e amputação.

Traduzido e adaptado por Agora Sabe

Fonte: Portable Press

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