Veja 10 fatos sobre a fascinante e misteriosa escritora Agatha Christie

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A autora de mistério britânica Agatha Christie autografou edições francesas de seus livros em 1950.
Foto: (reprodução/internet)

Com mais de 2 bilhões de cópias de seus livros impressos, a romancista britânica Agatha Christie (1890-1976) manteve inúmeros leitores acordados até as primeiras horas da manhã.

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Ocasionalmente, o mistério em torno de sua vida pessoal – incluindo um desaparecimento de alto nível na década de 1920 – rivalizou com o melhor de sua ficção. Vamos dar uma olhada em alguns dos detalhes verificáveis ​​da vida e da época dessa famosa escritora policial.

1. A MÃE DE AGATHA CHRISTIE ERA CONTRA A FILHA APRENDER A LER

Antes de se tornar uma romancista best-seller, Agatha Christie estava em perigo real de crescer analfabeta. Dizia-se que sua mãe era contra a filha aprender a ler até os 8 anos (Christie aprendeu sozinha) e insistiu em educá-la em casa.

A Sra. Christie não permitiu que Agatha seguisse qualquer educação formal até os 15 anos de idade, quando sua família a despachou para uma escola de aperfeiçoamento em Paris.

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2. O PRIMEIRO ROMANCE DE AGATHA CHRISTIE FOI ESCRITO EM UM DESAFIO

Depois de passar a adolescência lendo livros e escrevendo histórias, a irmã de Christie, Madge, desafiou a irmã a começar um projeto de romance.

Christie aceitou o desafio e escreveu “O Misterioso Caso de Styles”, um mistério com um soldado em licença médica que se vê envolvido em um envenenamento na propriedade de um amigo. O romance, que apresentava Hercule Poirot, foi rejeitado por seis editoras antes de ser impresso em 1920.

3. HERCULE POIROT FOI BASEADO EM UMA PESSOA REAL

Poirot, um detetive de bigode que adotou uma abordagem cavalheiresca para solucionar o crime, pode ser a criação mais conhecida de Christie. Christie teria se inspirado em um homem belga que avistou saindo de um ônibus no início dos anos 1910.

Ele tinha uma aparência estranha, com um estilo curioso de barba e uma expressão interrogativa. A estreia do equivalente fictício deste homem, Poirot, apareceu pela primeira vez em “O Misterioso Caso de Styles”, e futuramente teria outras 40 aparições.

4. AGATHA CHRISTIE UMA VEZ DESAPARECEU POR 10 DIAS

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Foto: (reprodução/internet)

Em 1926, Christie – que já estava acumulando uma grande e fiel base de fãs – partiu de sua casa em Londres sem deixar vestígios. Pode ter sido o começo de uma de suas histórias sórdidas, principalmente porque seu marido, Archie, tinha revelado recentemente que havia se apaixonado por outra mulher e queria o divórcio.

Uma caçada policial seguiu, embora fosse desnecessário: Christie tinha simplesmente saído da cidade para ir a um spa, possivelmente buscando ficar um tempo fora de sua casa tumultuada.

A autora não fez menção a isso em sua autobiografia posterior; alguns especularam que foi um golpe publicitário, enquanto outros acreditaram na alegação da família de que ela havia experimentado algum tipo de episódio amnésico.

5. AGATHA CHRISTIE NÃO GOSTAVA MUITO DE VIOLÊNCIA EM SEU TRABALHO

Embora um assassinato seja normalmente necessário para definir um mistério de assassinato em movimento, a metodologia preferida de Christie para matar seus personagens era o veneno: ela havia trabalhado em um dispensário durante a guerra e tinha um ótimo conhecimento sobre produtos farmacêuticos.

Raramente seus protagonistas carregavam uma arma; seus dois detetives mais famosos, Senhorita Marple e Hercule Poirot, eram pacifistas.

6. AGATHA CHRISTIE TINHA UM PSEUDÔNIMO

Nem toda a obra de Christie teve uma taxa de mortalidade envolvida. Começando em 1930 e continuando até 1956, ela escreveu seis romances sob o pseudônimo de Mary Westmacott.

O pseudônimo era uma junção de seu nome do meio, Mary, com Westmacott, que era o sobrenome de seus parentes.

7. AGATHA CHRISTIE NÃO GOSTAVA DE TER FOTOS DELA NA SOBRECAPA DE SEUS LIVROS

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Foto: (reprodução/internet)

Embora não fosse explicitamente tímida quanto às câmeras – Christie tirava fotos frequentes durante as viagens – ela parecia não gostar que sua foto aparecesse nas sobrecapa de seus romances e certa vez insistiu que fossem publicados sem uma imagem anexada.

É provável que Christie preferisse não ser reconhecida em público.

8. AGATHA CHRISTIE DEU O SEU MELHOR PARA COMEÇAR A FUMAR

Embora em breve ganhasse a reputação de matar seus devotos, fumar já foi tão reverenciado que parecia incomum não fumar.

Logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, Christie disse que estava desapontada por não poder adotar o hábito, embora estivesse tentando.

9. PELO MENOS UMA DAS “VÍTIMAS” FICTÍCIAS DE AGATHA CHRISTIE FOI INSPIRADA POR UM INCÔMODO DA VIDA REAL

Quando Mallowan se casou com Christie, ele era assistente do renomado arqueólogo Sir Leonard Woolley. Esse fato irritou a esposa de Woolley, que se recusou a deixar Christie ficar em um campo de escavação na Mesopotâmia;

Mallowan foi forçado a pegar um trem para Bagdá todas as noites para vê-la. Christie logo escreveu Murder in Mesopotamia: A vítima era a esposa de um diretor de campo de arqueologia que foi espancado com um bastão antigo. Christie dedicou o livro aos Woolleys, que nunca mais se juntaram a Mallowan em uma expedição.

10. O NEW YORK TIMES PUBLICOU UM OBITUÁRIO PARA HERCULE POIROT QUANDO ELE “MORREU”

Assim como Arthur Conan Doyle antes dela, Christie eventualmente se cansou de seu personagem e começou a fazer Hercule Poirot morrer no romance Cortina de 1975.

A reação ao seu falecimento foi tão violenta que o The New York Times publicou um “obituário” de primeira página para o personagem. Christie morreu no ano seguinte.

Traduzido e adaptado por Agora Sabe

Fonte: Mental Floss

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